segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O DESVIO DA PETROBRAS

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, José Antônio Dias Toffoli, disse nesta segunda-feira (17) durante gravação do Programa de Jô que as denúncias sobre a Petrobras investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, têm relação com o sistema de financiamento de campanhas eleitoriais. A entrevista vai ao ar na madrugada desta terça-feira (18). 

Toffoli disse que esse problema de doação para campanhas é mundial. "A necessidade é estabelecer um limite. Deveríamos estabelecer o fim das doações por empresas", afirmou
O Supremo Tribunal Federal começou a julgar se as doações de empresas para campanhas são legais ou não. A maioria dos ministros já votou a favor de proibir esse tipo de doação, mas o julgamento foi interrompido porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista (mais tempo para analisar o processo).

"Empresa não vota. Qual o interesse dela? Por que que, ao invés de distribuir o lucro para o acionista, ela vai doar para um partido? É altruísmo?", questionou o ministro. "É óbvio que isso está sendo apurado. Ainda está em uma fase de investigação, nenhuma ação. Tudo leva a crer que isso tudo tem a ver com o sistema de financiamento de campanha", afirmou.

Partidos e urnas
Toffoli defendeu a volta da cláusula de desempenho para diminuir o número de partidos no Brasil. "O ideal era um sistema eleitoral em que houvesse a necessidade do partido para ter acesso ao fundo e ao tempo de televisão, ter um desempenho eleitoral, uma representação eleitoral. No Brasil havia uma cláusula de desempenho colocada na última lei eleitoral e, quando ela ia entrar em vigor, houve uma ação no Supremo capitaneada pelos partidos tradicionais, e o Supremo em 2006 acabou por decidir pela invalidade dessa lei. Hoje – eu sei porque converso com os colegas –, muitos dos ministros que votaram àquela época entendem que acabou sendo um equívoco. A Justiça também erra", disse.
Toffoli ftambém explicou o funcionamento da urna eletrônica e afirmou que o processo é à prova de fraudes. "Foi feito de maneira cautelosa. Desde abril do ano eleitoral, todos esses programas são colocados à disposição de todos os partidos políticos, do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil, que podem acompanhar todo esse desenvolvimento. Além disso, todos esses programas só rodam com a assinatura digital da Justiça Eleitoral, que é feita em uma cerimônia pública, com a presença dos partidos, do Ministério Público, da OAB. Qualquer interferência já trava todos os programas", afirmou.
Ele esclareceu que as urnas foram concebidas para evitar a intervenção humana. "No passado, a intervenção humana levava a fraudes eleitorais. O processo digital deixa rastro. Se houver algum problema isso é identificado", afirmou.

  

Fonte: G1
 
    

LÍDERES DO G-20 PROMETEM AMPLIAR CRESCIMENTO MUNDIAL

Líderes das 20 maiores economias do mundo, G-20, concluíram neste domingo os dois dias de discussões em Brisbane, na Austrália com a promessa de que vão adotar medidas que permitam um acréscimo de 2,1 pontos percentuais no crescimento global nos próximos cinco anos. O que, no cálculo de organizações internacionais, daria uma injeção de US$ 2 trilhões na economia mundial e criaria “milhões” de empregos. É uma promessa ambiciosa diante do baixo desempenho de muitas economias — inclusive do Brasil —, o que levou a uma revisão para baixo todas as previsões de crescimento para este ano.

Os líderes aprovaram o Plano de Ação de Brisbane que foi desenhado por ministros das Finanças em fevereiro. No plano, começam alertando que “a economia global permanece vulnerável a choques”. Avisam que o sistema financeiro ainda está frágil, apesar de bancos estarem mais capitalizados, e que os riscos estão sendo exacerbados por tensões geopolíticas.

No plano, cada um dos países do G-20 se comprometem a adotar e seguir medidas para aumentar o crescimento. Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde) concluiu que se todos os 20 países implementarem medidas simultaneamente, pelo menos um quarto dos 2,1% de crescimento adicional vão estar garantidos.

Líderes também endossaram o lançamento de uma Iniciativa Global para Infraestrutura, que prevê a criação de um “hub“ — isto é, de um núcleo — para centralizar, coordenar e atrair investidores para os vários projetos de investimento nos países do G-20. Os líderes do G-20 reconhecem que o desemprego entre jovens (nos países avançados, essencialmente) está “inaceitavelmente alto” e prometem não apenas solucionar isso e criar empregos de qualidade, como trazer “mais de 100 milhões de mulheres” para o mercado de trabalho.
O G-20 comemora também o acerto entre Índia e Estados Unidos, que colocou fim ao bloqueio indiano à implementação do primeiro acordo em décadas da Organização Mundial de Comércio (OMC) para facilitar o comércio mundial, fechado em Bali, em dezembro passado. Os líderes prometem, a partir daí, trabalharem para a volta das negociações da Rodada de Doha — como são chamadas as negociações para a abertura do comércio mundial. Lançadas em Doha em 2001, as negociações foram paralisadas por uma série de divisões entre países nas questões-chave, como a liberalização do comércio mundial de agricultura, por exemplo.

Por insistência do presidente americano Barack Obama, que acaba de fechar um acordo com a China para combater mudanças climáticas, o G-20 prometeu ação “forte e efetiva” neste campo. E se comprometeu também a adotar um novo protocolo na Conferência do Clima que vai acontecer em Paris, no final de 2015, para substituir o atual Protocolo de Kyoto.
Os líderes do G-20 também prometeram agir para acabar com a epidemia Ebola na África Ocidental. Segundo um dos participantes, o Ebola foi um dos mais longos debates na reunião fechada. Os lideres teriam reconhecido que atualmente não estão preparados para o combate e precisam criar um mecanismo e garantir recursos. Num comunicado, eles se comprometeram a fazer o que for necessário “para garantir esforços internacionais para acabar com o surto e lidar com seus custos econômicos e humanitários no médio prazo”.

DILMA MANTÉM MISTÉRIO SOBRE MINISTRO DA FAZENDA

Dilma embarcou de volta ao Brasil logo após o encerramento da cúpula do G-20 em Brisbane, na Austrália, carregando de volta o grande mistério: o nome do futuro ministro da Fazenda — isto é, daquele que vai comandar os próximos ajustes na economia do país.
Não vou falar sobre minha reforma ministerial Não vou dizer isso para você — disse, quando um jornalista lhe perguntou se alguns ministros da equipe atual vão continuar no cargo.

Quando o jornalista quis saber se ela se sente “mais à vontade” depois que 15 ministros colocaram o cargo à sua disposição, ela imediatamente corrigiu :

Não, são todos os ministros. Eles combinaram.
E depois explicou:
Não sinto mais ou menos à vontade. É um gesto elegante dos ministros. Não é necessário ministro colocar o cargo à minha disposição: ele está sempre à minha disposição. Essa é a regra do jogo em qualquer país presidencialista.
Fonte: O Globo

 



domingo, 16 de novembro de 2014

CONHEÇA ESTE GRANDE, PEQUENO EMPREENDEDOR


A pouca idade não intimidou o irlandês Jordan Casey a se lançar como empreendedor. Aos 14 anos, o estudante já é dono de três start-ups (empresas recém-criadas em estágio de desenvolvimento).

A mais recente delas, Eventzy, foi anunciada esta semana em Dublin, capital da Irlanda. A empresa oferece um software para administração de eventos, o que permite a criação de um sistema próprio de ingressos para shows.
Embora tenha sido apresentada, a Eventzy ainda está em fase de testes e deve começar a funcionar em 2015. A ideia é atender clientes de todos os portes a partir de versões gratuita e paga.
 As outras duas empresas do garoto são a TeachWare, aplicativo para que professores gerenciem o desempenho dos alunos, e a Casey Games, produtora de jogos que leva seu sobrenome. 

Fonte: Olhar Digtal 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

ENEM NÃO SERÁ CANCELADO

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares, descartou nesta sexta-feira (14) a possibilidade de o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ser cancelado. “O Enem não será cancelado. É muito importante deixar claro isso. Estamos aqui diante de um fato completamente isolado e que a polícia está investigando”, afirmou. 
José Francisco Soares deu entrevista coletiva na sede da Polícia Federal (PF) no Ceará, após a deflagração da Operação Apollo, que investiga uma quadrilha acusada de fraudar o Enem, além de diversos vestibulares e o ingresso em universidades públicas pelo sistema de cotas. O presidente do Inep disse ainda que vai esperar os resultados das investigações da PF no Piauí para tomar alguma providência. “Há uma investigação em curso na superintendência da Polícia Federal em Teresina, que está trabalhando da mesma foma que essa operação, e nós temos que esperar a conclusão para proceder com as ações”.
A Operação Apollo foi deflagrada simultaneamente nos estados do Ceará, Paraíba e Piauí, onde foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão. O esquema criminoso tinha seu centro de atuação na região do Cariri, no sul do estado do Ceará, mas a atuação da quadrilha se estendia também pelo estado da Paraíba. Os fraudadores direcionavam a sua atuação aos candidatos interessados em ingressar no curso de medicina de universidades públicas.
A investigação criminal, centralizada na Superintendência da Polícia Federal no Ceará, foi iniciada há 13 meses e, além das prisões realizadas nesta data, propiciou a prisão em flagrante de dois candidatos do Enem 2014 no último sábado (06/11), na cidade de Juazeiro do Norte-CE. As investigações seguem agora para identificar todos os possíveis beneficiários do esquema criminoso, responsável por fraudes ao Enem 2013 e 2014.
O Inep disse que tem colaborado com as investigações desde o ano passado, fornecendo as informações necessárias à identificação dos investigados e à elucidação da fraude.Os presos foram indiciados pela prática dos crimes de fraudes em certames públicos e organização criminosa.
Fonte: Jornal do Brasil

VALORES NÃO DEPOSITADOS DO FGTS PRESCREVE EM 5 ANOS

Por oito votos a dois, o Supremo Tribunal Federal (STF) mudou sua jurisprudência e decidiu nesta quinta-feira que prescreve em cinco anos, e não mais em 30, o prazo para que o empregado possa cobrar do empregador valores não depositados do FGTS. Ou seja, o trabalhador pode reclamar do que não foi pago até cinco anos antes. Caso tenha deixado a empresa, continua valendo a regra de ir à Justiça em no máximo dois anos depois do fim da relação de trabalho. A decisão tomada diz respeito a uma ação que opõe o Banco do Brasil e uma funcionária, mas tem repercussão geral, ou seja, juízes de outros tribunais ficam obrigados a tomar a mesma decisão em processos semelhantes.

O Banco do Brasil recorreu ao STF contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), segundo a qual o prazo de prescrição para a cobrança de valores não depositados do FGTS é de 30 anos. No recurso, a instituição financeira alegou que a prescrição em 30 anos está prevista em uma lei e em um decreto de 1990. Mas destacou que, a Constituição, no artigo 7º, estabelece outra coisa: é direito do trabalhador ingressar com "ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho".

O relator, ministro Gilmar Mendes, afirmou que os trechos da lei e do decreto questionados pelo banco são inconstitucionais Ele também propôs uma modulação da decisão, ou seja, determinando que os efeitos dela passem a valer daqui para a frente. Para casos passados, o prazo vai variar de acordo com a situação. Por exemplo: se já se passaram 27 anos desde o período em que o FGTS deixou de ser depositado, o empregado poderá cobrar os valores em até três anos, completando o prazo de 30 anos. Por outro lado, se o depósito deixou de ser feito há 23 anos, o prazo se encerrará daqui a cinco anos, mesmo faltando sete para alcançar os 30 anos.
Entendo que, no caso, o princípio da segurança jurídica recomenda que seja mitigado o princípio da nulidade da lei inconstitucional, com a consequente modulação dos efeitos da presente decisão, de modo a resguardar as legítimas expectativas dos trabalhadores brasileiros, as quais se pautavam em manifestações, até então inequívocas, do tribunal competente para dar a última palavra sobre a interpretação da Constituição (STF) e da corte responsável pela uniformização da legislação trabalhista (TST) - afirmou Gilmar Mendes.

Votaram com Gilmar Mendes os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. O ministro Marco Aurélio também entendeu que a prescrição deve ocorrer em cinco anos, mas se manifestou contrariamente à modulação.
O prazo de 30 anos parece excessivo e desarrazoado, o que compromete, no meu ver, o princípio da segurança jurídica - disse Barroso, acrescentando: — Por fim, 30 anos é o prazo máximo para privação de liberdade no direito brasileiro. Nem mesmo crimes graves, com pena privativa de liberdade superior a 12 anos, têm prazo prescricional tão alargado. O maior prazo prescricional no Código Penal é de 20 anos, podendo ser aumento em um terço se o condenado for reincidente. A previsão de um prazo tão dilatado eterniza pretensões no tempo e estimula a litigiosidade, problema que já se tornou crônico no Brasil em prejuízo da necessária estabilização das relações jurídicas. Nenhuma dívida pecuniária deveria poder ser cobrada 30 anos depois de seu inadimplemento - disse Barroso.

Discordaram do relator os ministro Teori Zavascki e Rosa Weber. Teori entendeu que o FGTS não pode ser considerado como parte dos "créditos resultantes das relações de trabalho", cuja cobrança é prevista no artigo 7º da Constituição. Segundo ele, trata-se de uma relação entre o próprio fundo e o empregador, sem envolver diretamente o empregado. Assim, não há restrição para o prazo de prescrição de 30 anos. Já Rosa Weber disse que, em razão do desequilíbrio de forças entre empregador e empregado, deve ser aplicada a norma mais favorável ao lado mais frágil.
Mesmo decidindo que o prazo de prescrição é de cinco anos, a proposta de modulação levou o STF a negar o recurso do Banco do Brasil. O único que votou favoravelmente ao recurso foi Marco Aurélio. A Justiça Trabalhista havia entendido que a instituição financeira deixou de depositar os valores correspondentes ao FGTS de sua funcionária entre 2001 e 2003.

Fonte: O Globo

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

DEMISSÃO AO PALÁCIO DO PLANALTO

Seis ministros do governo da presidente Dilma Rousseff já apresentaram carta de demissão ao Palácio do Planalto. Além da ministra Marta Suplicy, da Cultura, que anunciou sua saída nesta terça-feira, outros cinco ministros pediram demissão para deixar a presidente à vontade para a reforma ministerial que pretende fazer assim que retornar da reunião do G20.
Os ministros que entregaram cartas de demissão ao Palácio do Planalto até a tarde desta quarta-feira (12) são Mauro Borges, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Thomas Traumann, da Secretaria de Comunicação; Clélio Campolina, de Ciência e Tecnologia; José Henrique Paim, da Educação, e César Borges, da Secretaria de Portos.

Marta Suplicy
Mauro Borges

Thomas Traumann

Clélio Campolina

José Henrique Paim

César Borges

A diferença entre os seis é que Marta Suplicy já até fez um almoço de despedida de sua equipe nesta quarta-feira e disse a assessores que não pretende mais despachar do seu gabinete no ministério. Os outros continuam trabalhando aguardando uma decisão da presidente Dilma.
As cartas entregues ao Palácio do Planalto, à exceção da encaminhada por Marta Suplicy, seguem o estilo protocolar, colocando os cargos à disposição.

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

AUMENTO DA INADIMPLÊNCIA


Dados divulgados nesta quarta-feira, 12/11, pela Serasa Experian mostram que o índice de inadimplência caiu 1,0% em outubro em relação a setembro. No entanto, na comparação com outubro de 2013 o Indicador Serasa Experian de Inadimplência subiu 14,2% e avançou 5,1% no acumulado deste ano.

O crescimento de 14,2% da taxa de inadimplência de pessoa física em outubro ante o mesmo mês de 2013 reflete o cenário econômico mais "adverso" de 2014, conforme os economistas da Serasa. Segundo eles, esse ambiente desfavorável vem sendo influenciado pela alta taxa básica de juros e também pela inflação elevada, fatores que acabam por interferir nos níveis de inadimplência.

A despeito do avanço do indicador no acumulado deste ano, o valor médio da inadimplência com os bancos recuou 4,7%, de acordo com a Serasa. Na direção oposta, as dívidas não bancárias (15,7%), os cheques sem fundos (5,9%) e os títulos protestados (3,1%) tiveram alta no período.
Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

terça-feira, 11 de novembro de 2014

EMPREGO PÚBLICO NÃO É SINÔNIMO DE SALÁRIO ALTO, ESTABILIDADE E TRANQUILIDADE

Para boa parte dos brasileiros, um emprego público é sinônimo de salário alto, estabilidade e tranquilidade associados a uma menor cobrança por resultados. É uma visão tão consolidada que muitos chegam a se dedicar em tempo integral à missão de estudar para um concurso. A cada ano, cerca de 30 milhões de candidatos se inscrevem nessas provas, em todos os âmbitos da esfera pública.
Desenvolveu-se uma verdadeira indústria em torno desse público, envolvendo cursos preparatórios, venda de apostilas e outros recursos de estudo. Estima-se que, considerando tudo o que há em torno dela, como transporte e alimentação, essa indústria movimente em torno de 50 bilhões de reais por ano no país.
Ainda assim, não é raro encontrar quem, depois de um grande esforço para ser aprovado em um concurso público, se decepcione com as condições de trabalho encontradas. Um dos motivos mais frequentes para esse desencanto são os entraves burocráticos em processos que vão desde os mais cotidianos, como a compra de suprimentos, até os mais complexos, como a transferência de cargo ou de cidade.
Outra fonte de desânimo nessas instituições é a sensação de que o bom desempenho não é reconhecido, de tal forma que acaba não fazendo muita diferença executar o trabalho com dedicação média ou buscar a máxima produtividade. Critérios políticos - o famoso “quem indica” - no momento das promoções também são motivos de críticas constantes.
Mas há instituições públicas que demonstram que não precisa ser assim e que tomaram a dianteira no processo de mudança apontando caminhos de evolução. É o caso das três instituições classificadas neste Guia VOCÊ S/A - As Melhores Empresas para Você Trabalhar: Banco do Brasil, Tribunal de Contas da União (TCU) e Eletronorte.
Elas demonstram, cada uma a seu modo, um grande esforço para se tornar lugares atraentes para profissionais altamente qualificados e exigentes. Podem ser consideradas, assim, referência quando se fala em gestão de pessoas, condição que durante um bom tempo esteve reservada a corporações do setor privado.
Crescimento por mérito
Logo que assumiu o posto de técnico da seleção brasileira, em novembro de 2012, Luiz Felipe Scolari causou polêmica ao falar sobre a pressão de ter a “obrigação” de vencer a Copa do Mundo por causa da condição do Brasil de país-sede.
“Quem joga futebol enfrenta pressão. Se não quer pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada. Lá, não vai ter pressão nenhuma”, afirmou, na época. Como era previsível, o comentário de Felipão foi mal recebido pelos bancários, principalmente porque, nos últimos anos, poucas categorias têm sido submetidas a um nível de pressão semelhante ao enfrentado por quem trabalha em banco.
Na realidade, a comparação feita por Felipão revelou uma visão antiquada e preconceituo­sa, ainda muito presente no país: a de que trabalhar no setor público equivale a trabalhar pouco, sob a proteção da estabilidade, e desfrutar de uma série de mordomias.
Atualmente, a história não é exatamente essa: os salários do setor público não destoam tanto dos da iniciativa privada, e o cotidiano do trabalho deixou de ser tão tranquilo - há mais tarefas para dar conta e metas bem mais ambiciosas a ser perseguidas. Ao mesmo tempo, os princípios de meritocracia estão se tornando mais sólidos, com implicações diretas nas perspectivas de desenvolvimento profissional e crescimento na hierarquia corporativa.
Um exemplo disso foi a criação, no Banco do Brasil, de uma metodologia pela qual o desempenho de todos os funcionários é avaliado por meio de métricas claras e transformado em pontos, de modo que apenas aqueles com as 20 melhores pontuações cheguem à fase final da seleção para as promoções. O principal objetivo foi acabar com as indicações políticas.
“Melhorar a pontuação depende do esforço e da capacidade que o próprio profissional demonstra. Nada mais justo e transparente”, diz Carlos Netto, diretor de gestão de pessoas do banco.
No TCU, foi criado um sistema de gratificação por desempenho. A cada semestre, os funcionários podem receber um adicional de até 80% do vencimento básico de seu cargo se alcançarem as metas individuais previamente estabelecidas.
Para viabi­lizar esse expediente, foi preciso ­encaminhar um projeto de lei específico que criou a previsão orçamentária necessária. Estratégia semelhante está sendo articulada para a obtenção de uma gratificação para quem faz cursos de especialização, mestrado ou doutorado.
Fonte: Exame.com

A IMPORTÂNCIA DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL EM SUA CARREIRA


As empresas, geralmente, procuram por profissionais que sejam proativos, inteligentes, criativos e dedicados. Mas você sabia que tem se tornado bastante comum observarem o comportamento do candidato para compreenderem seu lado emocional? Sim, esta se tornou uma característica fundamental, pois diz respeito a como a pessoa lidará com as situações cotidianas no ambiente de trabalho e se ela saberá separar suas funções na empresa da sua vida pessoal.
Sabendo disso, como um profissional pode desenvolver esta inteligência emocional? O primeiro passo é admitir o que está sentindo. Por exemplo, durante uma discussão não dá para se enganar e fingir que não está irritado, afinal, além de ser o esperado em situações como esta, é algo perceptível no seu tom de voz e na escolha das palavras. Pode parecer pouco relevante notar esses dados, mas está aí a chave do seu lado emotivo: este é o meio pelo qual você identificará a razão para este sentimento ter aflorado deste maneira específica.

Em outras palavras, você perceberá qual foi o estopim da sua reação e poderá, assim, começar a aprender a lidar com o causador deste “conflito”, uma vez que quando se consegue identificar o que se sente, torna-se mais fácil encontrar a solução para o problema.

Portanto, se você está com receio de falar em público, admita esse seu medo. Comece a procurar as causas para que ele exista e, paralelamente, encontre as maneiras de manipulá-lo ao seu favor. A inteligência emocional não está no fato de você não sentir nada no ambiente de trabalho, mas sim no saber lidar com suas emoções, mesmo que sejam muito fortes.

Fonte: Universia Brasil

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

RECEITA FEDERAL LIBEROU, HOJE (10), CONSULTA AO PENÚLTIMO LOTE DA RESTITUIÇÃO


A Receita Federal liberou nesta segunda-feira (10), desde às 9 horas, a consulta ao penúltimo lote regular da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2014, que contempla 2.146.926 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,3 bilhões. No lote, foram incluídos também contribuintes liberados da malha fina das declarações entre os anos 2008 e 2013.


O crédito bancário será realizado no dia 17 de novembro, como antecipou sábado (6) a Agência Brasil, totalizando o valor de R$ 2,4 bilhões. Desse montante, R$ 84.723.702,42 referem-se aos contribuintes atendidos pelo Estatuto do Idoso e contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.
O CPF dos beneficiados será disponibilizado na página da Receita na internet. A consulta também poderá ser feita pelo telefone 146 ou por meio de tablets e smartphones com os sistemas iOS (Apple) ou Android. Depois desse lote, o contribuinte que espera a liberação da restituição terá a última chance em dezembro.
Para corrigir divergências na declaração, a sugestão é que o contribuinte acesse o Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC) e, assim, evite ficar retido na malha fina. Às vezes, a digitação de um número incorreto ou letras a mais em qualquer um dos dados constantes na declaração cria problemas para o contribuinte.
Todos os anos, a Receita libera sete lotes regulares de restituição. O primeiro em junho e o último em dezembro. Nos meses seguintes, à medida que as declarações em malha são corrigidas, são liberados lotes residuais.

Pelas normas da Receita, a restituição fica disponível no banco indicado pelo contribuinte durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la pela internet, usando o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a central de atendimento por meio do telefone 4004-0001, nas capitais, e 0800-729-0001 nas demais localidades. O número 0800-729-0088 é disponibilizado especialmente para pessoas com deficiência auditiva. Nesse contato, o contribuinte pede o agendamento do crédito em conta-corrente ou em poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Fonte: JC